Em 1941, o programa de industrialização do país apenas começava a acelerar, nas forças armadas começou um rearmamento em massa. Mas não foi possível terminar esses planos grandiosos e o país não estava pronto para a guerra. E embora os serviços de reconhecimento informassem que Hitler se preparava para a invasão, no Kremlin não queriam acreditar que a Alemanha violasse o pacto de não-agressão, assinado pouco antes.
As unidades alemães atravessaram a fronteira no alvor de 22 de junho. A aviação fascista, onda a onda, bombardeaou aeródromos e unidades soviéticas aquarteladas na fronteira. A artilharia pesada disparava sem parar. No primeiro dia foram destruídos 1200 aviões, centenas de tanques. A situação complicou-se porque o comando do Exército Vermelho, devido às repressões stalinistas de finais dos anos de 1930, era fundamentalmente constituído por comandantes pouco experientes. Não obstante o heroísmo e o espírito de sacrifício dos soldados e oficiais soviéticos, não foi possível travar o inimigo durante as primeiras semanas de guerra. Lutaram até ao último homem os heróis da Fortaleza de Brest, de Minsk, de Kiev, de Odessa e de Leningrado.
Mas a “guerra relâmpago” de Hitler também falhou. Porque, inicialmente, o comando germano planeava conquistar toda a União Soviética durante alguns meses. Mas esse plano falhou: o inimigo, a troco de enormes baixas, foi travado na Batalha de Moscou. Pouco tempo depois, teve lugar uma viragem na guerra: a Batalha de Stalingrado tornou-se um pesadelo terrível para as tropas alemãs. E assim, passo a passo, os hitlerianos foram expulsos do território soviético e, depois, empurrados até Berlim.
A Grande Guerra Pátria terminou com a vitória da URSS. Mas ela foi paga com um enorme preço: sofrimentos humanos e enormes perdas que tiveram de suportar o povo soviético. A 9 de maio de 1945, em Berlim foi assinada a Ata de Capitulação Incondicional da Alemanha. Um mês depois, na praça Vermelha de Moscou realizou-se a Parada dos Vencedores.